edição 16 • ano 5 • jan/fev/mar 10 | HOME |
CONGRESSO ABEP
Pesquisadores de vanguarda
TECNOLOGIA
Nos bastidores da internet

CAPA
Em franca expansão

CONSUMO
Um retrato do mercado de consumo

AUDIÊNCIA DE TV
Padrão internacional

 

Roberto Lobl

 
Laure Castelnau
 

Gisele Agnelli e Aline Souza

 
Valkíria Garré
 
Adriana Sousa
 

PESQUISADORES DE VANGUARDA

Congresso brasileiro de pesquisa discute tendências do setor com a presença de representantes do Grupo IBOPE

Refletir sobre a importância do Brasil no contexto internacional é o desafio do
4º Congresso Brasileiro de Pesquisa – Mercado, Opinião e Mídia. Organizado pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), o evento reuniu, nos dias 22 e 23 de março, em São Paulo, profissionais de renome para apresentações de estudos exclusivos. Entre eles, cinco papers são de autoria de profissionais do IBOPE e da Millward Brown do Brasil, empresa do Grupo IBOPE.

Sustentabilidade

Critério Brasil de Sustentabilidade foi o tema do paper escrito pelo diretor regional do Target Group Index, Roberto Lobl; pela gerente do centro de informação e documentação do IBOPE, Joanita Lopes; e pelo coordenador de negócios do Target
Group Index, Renato Teixeira. O trabalho foi motivado pela percepção de que os critérios para medir níveis de sustentabilidade se baseiam nas emissões de gases de efeito estufa por governos e empresas, mas não avaliam os indivíduos.

Para chegar até o cidadão, foram coletadas informações sobre utilização individual dos meios de transporte, principais emissores de CO² per capita, tempo gasto
nesses meios e tipos de combustíveis utilizados, além da opinião da população diante de ações sustentáveis.

“Os indivíduos de níveis socioeconômicos elevados são os que mais consomem e, naturalmente, mais poluem. Porém, também são mais conscientes, e a tendência é
a de que eles propaguem hábitos mais sustentáveis”, explica Lobl. “As empresas de pesquisa têm um papel fundamental na fase da discussão sobre sustentabilidade, pois suas informações podem colaborar para que as empresas entendam melhor o consumidor e ofereçam produtos que apoiem hábitos mais sustentáveis”, explica.

Economia

As tendências depois da crise financeira mundial estão em destaque no paper Pós-crise: E agora?, apresentado pela diretora executiva de atendimento e planejamento, Laure Castelnau, e o analista de pesquisa, Artur Gimenes, ambos do IBOPE Inteligência. O trabalho teve como ponto de partida os estudos realizados pela rede internacional de empresas de pesquisa Worldwide Independent Network of Market Research (WIN), em parceria com o IBOPE Inteligência, sobre os efeitos da crise nos diversos países. Foram feitas 23.660 entrevistas em 24 nações no
final de 2009.

O paper mostra um consumidor bastante preocupado e precavido: na
média mundial, 50% cortaram alguma despesa de vestuário, 47% reduziram
gastos com lazer e 45% adiaram compras maiores para a casa, como, por exemplo, eletrodomésticos.

Entre as tendências para o pós-crise está o crescimento dos países emergentes: em 2007, o Produto Interno Bruto (PIB) no mundo era de US$ 41 trilhões, com 63% de
participação dos países ricos e 37% dos pobres. Para 2014, a projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) é a de que o PIB seja de US$ 89 trilhões, sendo 49% provenientes dos países ricos e 51% dos pobres. Outra tendência observada, é a do
aumento da participação dos governos na gestão da economia. A pesquisa também avaliou o impacto da crise do ponto de vista psicológico, utilizando indicadores como estresse, ansiedade e perda de sono. Os mais estressados são mexicanos,
norte-americanos, chineses e argentinos. Do lado oposto, com níveis menores de estresse, estão brasileiros, australianos, indianos, russos e a população de alguns países árabes.

No contexto das relações humanas, é forte a mudança no estilo de liderança
das empresas: “A opinião pública percebe que o líder precisa ouvir mais seus funcionários”, afirma Laure. A conclusão do trabalho traz uma indagação: “Participamos da crise mundial com tranquilidade. Será que o Brasil do futuro chegou?”, questiona a executiva.

O poder infantil na rede

O estudo Internet e o consumo infantil, de autoria da gerente de planejamento e atendimento, Gisele Agnelli, e da analista de atendimento ao cliente, Aline Souza, ambas da Millward Brown do Brasil, buscou entender qual é a influência da internet no poder de escolha das crianças. Constatou-se que o uso da internet está crescendo entre crianças até 12 anos. “Sabemos que no Brasil os adultos ficam mais tempo na internet do que em todo o mundo. Esse comportamento se reflete nos pequenos, que utilizam a rede em média 13 horas por semana”, afirma Gisele.

Para a executiva, a televisão é o local onde a marca é construída, mas o meio digital intensifica sua relação com o público infantil por ser mais ativo. “O desafio das marcas é o de oferecer recursos que as crianças naturalmente vão buscar na internet. É preciso construir conteúdos divertidos, interessantes e personalizados”, ressalta.

Consumidor digital

O papel da internet no mix dos meios foi o tema apresentado pela diretora executiva da Millward Brown do Brasil, Valkíria Garré. Ela analisou dados de avaliação de campanhas para perceber qual é a contribuição dos meios de comunicação e como a internet se encaixa nesse contexto.

Foi feito um estudo com 50 adolescentes para saber como eles relacionam-se com marcas e propagandas na rede, por meio de uma pesquisa qualitativa online que utilizou a metodologia IdeaBlogTM, desenvolvida pela empresa. “Fica claro que o jovem ainda tem na mídia tradicional um local interessante para ver propaganda. Hoje, para ganhar relevância na internet, é preciso ter um diferencial. O jovem
entra para se relacionar com amigos e, se uma marca quer ter uma experiência
com ele, tem de oferecer algo que o interesse”, explica Valkíria.

Um novo desafio

O que os widgets fazem por você? Recriando o relacionamento entre marcas e consumidores foi o tema do estudo escrito pela gerente de atendimento ao cliente da Millward Brown do Brasil, Adriana Sousa. O objetivo foi aprofundar as razões da potencialidade dos widgets (pequenos aplicativos conectados à internet que oferecem informações e serviços de forma rápida) como nova ferramenta de marketing online.

Adriana ouviu profissionais da área de marketing e cerca de 50 jovens consumidores com o objetivo de conhecer o impacto desta ferramenta na vida das pessoas, como ela funciona no Brasil e qual é o Retorno sobre este Investimento (ROI). “Se as empresas conseguirem utilizar esta ferramenta com diferencial e para gerar conteúdo para as marcas, conquistarão mais consumidores. O desafio para os
pesquisadores será o de como medir a eficiência dessas ações e o ROI para os
clientes”, conclui.

IBOPE
Presidente - Carlos Augusto Montenegro • Vice-presidente
- Luís Paulo Montenegro • Diretor Corporativo - Rogerio de A. Cajado • Diretora de Recursos Humanos e Organização - Amélia Caetano • IBOPE Media: CEO - Flavio Ferrari • Diretor Executivo - Antonio Ricardo Ferreira • Diretora Comercial - Dora Câmara • IBOPE Inteligência: CEO - Nelsom Marangoni • Diretoras Executivas de Atendimento e Planejamento - Laure Castelnau e Márcia Cavallari • Diretor Executivo de Desenvolvimento e Soluções Técnicas - Ney Luiz Silva • Instituto Paulo Montenegro: Diretora Executiva - Ana Lúcia Lima

GIRO
Publicação trimestral institucional do IBOPE para públicos interno e externo • supervisão e edição: gerência de Comunicação Institucional, Valéria Segato Covre Fernandez (MTb 20.100) • coordenação: Taís Bahov (MTb 53.300) e Cláudia Jardim • entrevistas e textos: Ana Beatriz Ansarah (MTb 40.418) • edição de arte e produção gráfica: D´Lippi Design + Print • fotos: Shutterstock, Stockexpert e Paulo Pampolim • revisão: Eliete Soares • endereço para correspondência: Alameda Santos, 2101 - 8º andar – São Paulo/SP – CEP 01419 002 – comunicacao@ ibope.com. A versão eletrônica da publicação está disponível no endereço www.ibope.com. Autorizada a publicação dos dados contidos nas matérias desde que citada a fonte.