PESQUISAS INFORMAM O LEITOR
No momento em que os
partidos intensificam suas
ações pela conquista do
voto, as pesquisas cumprem
seu papel de informar todas
as partes interessadas
O processo político
brasileiro passou por
uma grande evolução
nos últimos vinte anos.
Depois de um longo período, o país
conseguiu firmar sua estabilidade
econômica e democrática e muitos
cidadãos estão mais conscientes do
valor de seu voto como instrumento
de transformação da sociedade e
da construção de um futuro melhor
para si e para as próximas gerações.
Nesse contexto, saber mais
sobre os candidatos é uma condição
necessária para acertar na escolha.
E as pesquisas contribuem para isso.
“Nas democracias de massa, os
eleitores se relacionam com partidos
e candidatos com a intermediação
da mídia. As pesquisas fazem
parte desse processo em que os eleitores acompanham o sentimento
da Nação sobre os políticos e os
temas”, diz Demétrio Magnoli,
sociólogo e doutor em geografia
humana pela Universidade de São
Paulo (USP).
“A pesquisa também ajuda o
eleitor a comparar sua opinião com
a de determinados grupos. Mas não
é a única fonte de informação do
cidadão, que pode acompanhar o
que é divulgado pela mídia e, além
disso, também consultar sua rede
de relacionamentos”, argumenta
Márcia Cavallari, CEO do
IBOPE Inteligência.
“Os eleitores não votam porque
a pesquisa disse isso ou aquilo.
A experiência histórica brasileira
e de outros países mostra que isso
é falso. As pessoas se informam sobre o cenário político e, em
uma sociedade democrática, a
informação ajuda o eleitor”, afirma
Magnoli. “Existe outro mito de que
parte do eleitorado vota em quem
está na frente, mas essa tendência
nunca foi demonstrada. Acho que
é uma lenda politicamente
motivada por quem quer restringir
a divulgação”, complementa.
“Na verdade, a influência
da pesquisa está mais presente
na militância, nos stakeholders e na captação de recursos para
campanhas”, analisa Hélio Gastaldi, diretor de atendimento e
planejamento do IBOPE Inteligência.
“Elas são fundamentais nas
campanhas eleitorais modernas,
pois permitem tomar decisões
estratégicas”, argumenta Rogério
Schmitt, cientista político do Centro
de Liderança Pública.
Efetivamente, as pesquisas geram
informações valiosas, sobretudo para
os partidos durante a elaboração
de estratégias. Além da intenção de
voto, que sinaliza o horizonte, há
outros dados cruciais, como o índice
de rejeição, que mostra o potencial de crescimento do candidato, e a taxa
de aprovação do governo, que pode
favorecer os candidatos apoiados por
ele. “Conhecimento do candidato
é outra informação relevante,
principalmente no período em que
as campanhas ainda não se iniciaram.
Na verdade, cada variável tem um
papel importante”, argumenta
Rogério Schmitt.

Estudo sobre cenário
eleitoral é premiado em congresso
A CEO do IBOPE Inteligência, Márcia
Cavallari, recebeu em maio, em Chicago,
o prêmio de melhor paper na categoria
sociedades em transição, durante a 63ª
Conferência Anual da Associação Mundial
de Pesquisas de Opinião Pública (The
World Association for Public Opinion
Research – Wapor).
O estudo Cenário Eleitoral 2010:
Mudanças e Continuidades no
Comportamento Eleitoral do Brasil
pós-Lula foi apoiado em pesquisas
qualitativas e quantitativas realizadas com
o objetivo de compreender as percepções,
as atitudes e os valores dos cidadãos que
influenciam suas motivações e decisões no
período eleitoral. Os resultados mostraram
que a prática do exercício do voto está
mudando o processo de escolha.
O trabalho impressionou os juízes pelo
uso de várias metodologias, que incluem
a análise de estudos anteriores, resultados
de pesquisas qualitativas e uma original
pesquisa quantitativa com eleitores.
“O estudo foi embasado em análises
interessantes e sólidas dos dados. Além de
ser bem-escrito, faz bom uso de recursos
visuais que tornam a argumentação muito
clara para o leitor”, avaliou a comissão
responsável pela definição do prêmio.
“Agradeço a todos os que se
envolveram de alguma forma com
esse projeto, em especial João Resende
(analista), Malu Giani (gerente) e Silvia
Cervellini (diretora), todos da área de
atendimento e planejamento do IBOPE
Inteligência. Em meio aos trabalhos do
dia a dia, eles dedicaram boa parte de seu
tempo a escrever e analisar os dados desse
paper, que movimentou toda a empresa em um verdadeiro trabalho de equipe”,
diz Márcia. |
Há pessoas que atribuem à
pesquisa eleitoral um poder que
ela não tem, como, por exemplo,
determinar mudanças radicais da
posição do eleitor na reta final.
Situações como essas são raras
e normalmente acontecem em
razão da divulgação de fatos novos
e impactantes a respeito de um
candidato. “Viradas desse tipo só
confirmam que a pesquisa não tem
esse poder de influenciar diretamente
o voto do eleitor, caso contrário, a intenção de voto divulgada desde o
início prevaleceria”, pondera Márcia.
Outro argumento clássico de
quem quer desacreditar o rigor
das pesquisas é dizer que nunca
foi entrevistado, nem conhece
quem tenha sido. Realmente a
probabilidade de isso acontecer é
pequena, o que não significa que as
pesquisas não tenham base científica.
Para avaliar a intenção de voto para
presidente, por exemplo, é suficiente
entrevistar uma amostra de duas
mil pessoas, definida por critérios
estatísticos. Como o Brasil tem cerca
de 134 milhões de eleitores, apenas
uma pessoa em 67 mil será incluída
em qualquer pesquisa nacional.
A mulher e as eleições
Por um longo período da história,
a mulher brasileira foi alijada do
processo eleitoral, o que se refletiu
em seu menor interesse pelo assunto,
mas isso está mudando e, na classe
média, essa diferença não existe
mais. Várias entidades estudam esse
tema. A Justiça Eleitoral, por exemplo,
avalia a possibilidade de redefinir o
sistema de cotas para mulheres no
Poder Legislativo, pois o número de
candidatas não é o suficiente.
O Tribunal Superior Eleitoral, por sua
vez, quer mapear o comportamento
de eleitoras, principalmente em
relação às candidatas. Há indícios
de que o voto feminino possa
apresentar alguns diferenciais em
relação ao voto masculino. Afinal,
além de sua percepção diferenciada,
no domicílio é a mulher quem está
mais atenta à educação dos filhos
e à saúde da família, áreas afetadas
pelas políticas públicas. |
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O tamanho da amostra, por sinal,
não é proporcional à população,
mas dimensionado em função da
margem de erro amostral que se
espera na pesquisa, do grau de
detalhamento que se deseja nos
resultados e dos recursos disponíveis,
também questionados por quem
não tem algum conhecimento de
estatística. Mesmo que fosse possível
entrevistar a totalidade dos eleitores,
o resultado poderia ser diferente
do previsto, pois um voto pode ser
alterado no último instante.
Para as eleições de 2010, o
IBOPE está realizando as tradicionais
pesquisas de intenção de voto, bem
como outros estudos sob medida
para partidos e candidatos que
precisam avaliar o cenário político e
definir suas estratégias de campanha.
O IBOPE atende a todos os partidos
e candidatos, indistintamente,
obviamente respeitando-se o sigilo
das informações de cada um.
”A credibilidade é nosso maior
patrimônio e, além disso, o eleitor pode
avaliar nossas pesquisas comparando
o que divulgamos com o resultado das
eleições”, conclui Márcia.
Pesquisas omnibus
dividem custos e multiplicam resultados
O IBOPE Inteligência conduz mensalmente pesquisas do tipo
omnibus, com abrangência nacional. São estudos quantitativos,
realizados de modo cooperado para grupos de clientes que
partilham proporcionalmente o custo total. No fim do processo,
cada empresa recebe um relatório exclusivo com informações relativas às suas
questões específicas.
Pesquisas neste formato proporcionam uma excelente relação custo-benefício
e respondem a todo tipo de questões de comunicação, tais
como hábitos de consumo, posse de bens, conhecimento de marcas, perfil
socioeconômico, trackings, penetração de categorias e produtos, entre outras
possibilidades. A confiança nos resultados é garantida pelo rigor da metodologia
e da amostragem probabilística. “É uma opção rápida e econômica de obter
dados representativos e relevantes para a tomada de decisão”, explica Laure
Castelnau, diretora de marketing e novos negócios do IBOPE Inteligência.
O IBOPE Inteligência realiza pesquisas omnibus em duas versões.
A pesquisa Bus face a face, de abrangência nacional, entrevista pessoalmente
2.000 representantes de todas as classes sociais em 140 municípios brasileiros.
Já a pesquisa Cati Bus é aplicada por meio do telefone fixo em 1.500
pessoas das classes A, B e C, moradoras de nove regiões metropolitanas, que
respondem pela maior parte do consumo no Brasil.
As duas pesquisas são programadas de modo sistemático. Os profissionais
do IBOPE conduzem a coleta de dados ao longo de uma semana no início de
cada mês. Em seguida, esses dados são processados, gerando as análises e os
relatórios que são entregues aos clientes em um prazo total de 15 dias.
Para orientar a escolha do tipo de pesquisa e a formulação das perguntas,
os clientes contam com o apoio dos profissionais do IBOPE Inteligência.
“Algumas decisões de marketing podem ser facilitadas com poucas perguntas.
Há também ocasiões em que a pesquisa nacional pode ser substituída com
vantagens pela pesquisa regional. Indicamos a melhor solução para cada
necessidade”, argumenta Marcelo Castilho, gerente de atendimento e
planejamento do IBOPE Inteligência.
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