Em franca expansÃo
Empresa conquista os Estados Unidos e amplia atuação na América Latina
Ultrapassar fronteiras rumo à globalização, levando qualidade,
tecnologia e inovação. Este é um dos principais objetivos
estratégicos do IBOPE, que vem sendo plenamente alcançado
ao longo dos anos de forma estruturada e diversificada.
Nos últimos três meses, a empresa acelerou o processo de
internacionalização do Grupo, reforçando sua posição como a sexta
empresa brasileira com maior presença no exterior, segundo ranking do
jornal Valor Econômico e da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas
Transnacionais e de Globalização Econômica (Sobeet).
Já atuando em 14 países da América Latina; em Miami, nos Estados Unidos;
e com 13 escritórios no Brasil, a empresa acaba de consolidar seu processo de
globalização com novas unidades do IBOPE Inteligência. Adquiriu a americana
Zogby International, com sede em Utica, no Estado de Nova Iorque, e expandiu sua
atuação, com a abertura de um escritório no Chile e a compra da empresa SKA,
em Porto Rico, que também atua com pesquisas de mercado e opinião e política.
No Brasil, o interesse pela diversificação dos negócios levou o IBOPE a
investir recentemente na aquisição da IDS Marketing Intelligence, empresa
de pesquisas ad hoc e data mining, com 23 anos de experiência e,
também, do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento de Mercado (IPDM),
especialista em potencial de mercado e geodemografia para shopping centers, varejo e mercado imobiliário.
Sonho americano
Para o presidente do Grupo
IBOPE, Carlos Augusto Montenegro,
consolidar a internacionalização da
empresa, principalmente no mercado
norte-americano, é uma grande
conquista. “Nossa história foi marcada
por três passos muito importantes: a
inclusão do nome IBOPE como verbete
de dicionário no Brasil; a parceria
com o Grupo WPP, um dos maiores
conglomerados de comunicação
e pesquisa do mundo; e, agora, a
entrada no mercado norte-americano.
“Isso nos dá muito orgulho”, afirma.
Carlos Augusto explica que a
decisão de expansão para os Estados
Unidos considerou fatores como o
fortalecimento do Real em relação
ao Dólar e, em comparação com
a Europa, a existência de moeda e
cultura única. “Agora que a expansão
do IBOPE Media está consolidada na
América Latina, resolvemos fortalecer
o processo de expansão do IBOPE
Inteligência. Tínhamos o sonho de
entrar no mercado americano, e a
compra da Zogby International trouxe
esta oportunidade. Além disso, a
empresa proporciona ao IBOPE uma
ponte para o Oriente Médio, com
quem já possui negócios significativos.
Em 2010, queremos crescer de
forma sustentada e, ao mesmo
tempo, consolidar esse processo de
internacionalização. Faz parte da
filosofia do IBOPE investir em épocas
de crise. E foi justamente isso que
o Grupo fez. Ao sair dela, ficamos
fortalecidos”, explica.
Força global na área
de pesquisa
A aquisição da Zogby International
traz para o IBOPE Inteligência novas
expertises. Especializada em pesquisa
e marketing, com sede em Utica,
Nova Iorque, e filiais em Washington
D.C. e Miami, a Zogby atua em mais
de 75 países.
Dentre seus clientes, estão os
mais importantes jornais e emissoras
de televisão dos Estados Unidos. Seu
diretor, John Zogby, é um conceituado
pesquisador e articulista que escreve
colunas para revistas políticas e
econômicas, entre elas, a Forbes.
Ele acredita que a parceria com o
IBOPE pode criar uma força global,
na área de pesquisa. “Buscávamos
expandir nosso faturamento na
América Latina e no mercado
hispânico presente nos Estados
Unidos. Precisávamos de uma relação
com um parceiro de credibilidade
para conduzir nosso negócio para
um nível ainda maior. Temos de
ser os melhores, os mais velozes e
adaptáveis às novas tecnologias, que
estão redefinindo as metodologias de
pesquisa. Ter a visão orientada para o
futuro e, ao mesmo tempo, oferecer
o melhor serviço ao cliente. E isso
nós vamos fazer melhor ainda com
o IBOPE, que também compartilha
desses objetivos”, afirma Zogby.
Investimento estratégico
A recente expansão dos negócios
do IBOPE é fruto de um investimento
de aproximadamente 12 milhões de
dólares e a expectativa é a de que ela
represente um aumento de 25% no
faturamento da empresa.
Para Rogerio Cajado, diretor
corporativo do Grupo IBOPE, a
expansão para os Estados Unidos
pode ser vista como um investimento
estratégico: “Poderemos partir para
uma presença mundial, num segmento
de mercado que, no mundo inteiro, é
dominado por três grandes empresas
de cobertura global. Entre os grandes
grupos de pesquisas mundiais, o IBOPE
é a 17ª empresa, sendo a única com
origem na América Latina”, afirma.
Quanto à aquisição da americana
Zogby, Rogerio Cajado acredita
tratar-se de uma conquista de
fronteiras: “Por mais que se tenha
falado em crise mundial, os Estados
Unidos vão ser a maior economia do mundo nos próximos 40 anos. Se uma empresa quer ser global e ter
presença representativa, não dá para ficar de fora. Essa pode ser uma época
ótima para estar presente nos Estados
Unidos, pois estamos retomando
o crescimento e aproveitando as
novas oportunidades. É interessante
investirmos quando o Real está valendo
mais do que valia no passado. É uma
boa oportunidade que uma empresa
tão dependente dos negócios no Brasil
possa comprar uma empresa lá fora”,
ressalta o executivo. |
No caminho certo
O ex-presidente do Banco Central e sócio da Gávea Investimentos, Armínio Fraga,
considera o processo de internacionalização de empresas brasileiras um reflexo do
bom momento que o país vive. “Após passarem pela chamada década perdida, as
empresas fortaleceram-se e exploraram operações globais”, explica. Segundo Fraga,
o governo tem dado sinais positivos nessa área e o mais visível deles é o trabalho do
BNDES na área de financiamento. Para ele, o IBOPE já provou que tem capacidade
de conduzir esse processo e tende a crescer cada vez mais. “O IBOPE já é um case de
sucesso. A possibilidade de ir para mercados mais maduros é o resultado de algo que
está sendo construído a longo prazo”, analisa.
Para Luiz Roberto Carnier, professor da Fundação Getúlio Vargas - FGV, o modelo de
internacionalização adotado pelo IBOPE, que se associa a empresas já existentes, é uma
maneira interessante de entrar no mercado mundial. “Este é o caminho ideal. Buscar uma
parceria com quem já conhece bem o mercado e, a partir daí, compartilhar tecnologias
para poder trabalhar em conjunto”, afirma.
O professor diz que, entre os benefícios trazidos pela internacionalização, está o
conhecimento de outros hábitos de consumo e estilos de gestão mercadológica, bem
como de tecnologias diferentes, que podem ser aplicados ao mercado interno. Ele lembra
ainda que empresas que trabalham com afinco na internacionalização estão conseguindo
bons resultados. “Apesar da crise, o canal está aberto. É o momento de se preparar
melhor, ser mais competitivo. É na crise que se conhecem os grandes heróis”, diz.
IBOPE Inteligência: expansão consolidada
O IBOPE Inteligência, cuja missão
é a de contribuir para que seus
clientes conheçam e compreendam
a sociedade e os mercados onde
atuam, auxiliando na tomada de
decisões, vem traçando um caminho
de expansão nos últimos dois
anos. Sua presença nos Estados
Unidos, bem como a criação de
novas unidades no Chile e em
Porto Rico, além das já existentes
na Argentina e no México, representa
um alinhamento com o processo de
globalização dos grandes clientes, que
estão hoje em várias partes do mundo.
“A aquisição da empresa americana
Zogby International, além de consolidar
a presença do IBOPE no mercado mais
importante do mundo, traz à nossa
empresa a oportunidade de criar uma
rede de atendimento mais completa”,
afirma o CEO do IBOPE Inteligência,
Nelson Marangoni.
A abertura do escritório no Chile e
a aquisição da empresa SKA, em Porto
Rico, estratégica pela possibilidade de
cobertura da América Central e por sua
ligação com os Estados Unidos, também
são pontos marcantes na expansão
da empresa. “Tínhamos o objetivo de
constituir uma rede na América Latina e
sermos configurados como especialistas
da região. Além do Brasil, estamos nos
maiores mercados da América Latina,
como México, Argentina e Chile, e o
próximo será a Colômbia. Estes países
representam 88% de tudo o que se
investe em pesquisa de mercado nessa
região”, explica Marangoni.
Quanto aos benefícios que a
internacionalização trará aos clientes,
o executivo destaca alguns: “Com esta
rede, a empresa terá escritórios para
atender os clientes em várias filiais.
Também teremos a possibilidade de
promover uma ampla troca de
experiências, o que aprimorará
nossos processos”, explica.
Já a aquisição da IDS, uma das
maiores empresas de pesquisa do
Rio de Janeiro, teve como objetivo
fortalecer a atuação no Estado.
“Queremos uma presença mais
marcante no mercado carioca,
que tende a crescer em razão do
evento da Copa do Mundo e das
Olimpíadas”, ressalta Marangoni.
Para o ex-diretor da IDS e atual
executivo do IBOPE Inteligência, Luiz
Sá Lucas, as duas empresas têm afinidades muito grandes. “Vamos unir
tecnologia de ponta com o alcance, a visibilidade e a credibilidade do IBOPE”,
afirma. Ele completa: “O Rio de Janeiro representa o segundo maior mercado
de pesquisa do país e tem potencial
para crescer ainda mais”. |
IBOPE Media: presença forte na América Latina
A expansão do IBOPE para os países da América Latina começou com
o IBOPE Media. O processo se deu, num primeiro momento, por meio de
alianças com empresas já estabelecidas em alguns países. A seguir, por
meio de parcerias com potenciais competidores internacionais interessados
na região. “O objetivo era o de elevar ao máximo nossas vantagens e nos
fortalecer em áreas vulneráveis”, afirma Montenegro. A tecnologia e a
profunda experiência acumulada pelo IBOPE no Brasil, além da afinidade
cultural entre os países da América Latina, eram importantes diferenciais.
Os primeiros escritórios regionais do IBOPE Media foram abertos na
Colômbia, no México e na Argentina. “Desde o início, o aprendizado foi
muito grande e acumulamos melhores práticas nas diversas localidades”, diz
Cajado. A evolução é constante e um dos exemplos que se destacam por
combinar regionalização e globalização vem de Miami. Lá está localizado
o escritório da empresa que atende à demanda de clientes americanos por
informações de audiência dos canais de TV a cabo do continente inteiro.
A mais recente aquisição do IBOPE Media, no Brasil, se deu em
setembro de 2009, quando foi concretizada a compra da empresa Media
DNA. Segundo o diretor executivo, Antonio Ricardo Ferreira, a decisão veio
da necessidade de trazer tecnologia inovadora em benefício do serviço de checkin g que a empresa presta aos clientes. O serviço possibilita a veículos,
agências e anunciantes acompanharem as exibições de seus planos de
inserção na mídia. Com a nova tecnologia, o checking ganhou maior
cobertura, rapidez e precisão.
Atualmente, o IBOPE Media mantém operações em 13 países:
Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, México,
Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, Uruguai e Venezuela. No Brasil, possui
13 escritórios regionais nas principais capitais brasileiras (Belo Horizonte,
Curitiba, Distrito Federal, Florianópolis, Fortaleza, Porto
Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador,
São Paulo, Vitória e Goiânia), além de
Campinas, no Estado de São Paulo. |
|